segunda-feira, 14 de junho de 2010

Bailarina...



Gente... esse quadro"Bailarina" fui eu que pintei! Gostaram?
Beijinhos, Gabi

***

Bailarina...

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina

Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé

Não conhece nem mi nem fá
mas inclina o corpo para cá e para lá

Não conhece nem lá nem si
mas fecha os olhos e sorri

Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.

Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina

Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.

(Cecília Meireles)

7 comentários:

GUINA disse...

O HOMEM
(à João Cabral de Melo Neto, in memorian)


Esse ser fraco, frágil e desnorteado
Que cabe num beijo recebido ou dado
E num abraço pode ser dar por perdido
É o Homem: ser de eternas dúvidas.

Esse que pensa, reflete e questiona
E no amor busca sua própria saída
E a qualquer hora a tudo desacredita
É o Homem: ser de razão e dúvidas.

Esse ser que cria, planeja e inventa
Que tudo quer e nada lhe alimenta
É o Homem: ser de dor e angústias.

Esse mesmo ser que luta e acumula
Consigo mesmo entra em aflição dura:
Vê que uma flor suplanta sua fortuna.

Guina

Meu lado não tão oculto disse...

Que lindaaaa!!!
Adorei!!! Mas foi seu primeiro quadro? Porque está perfeito!!
Adorei o fundo azul, com ela rosa, ficou tão bonito, bem harmônico!
Parabéns!!!
Bjinhossssssss de estrelinhasss milllll
:)

GUINA disse...

O MUNDO DA FOME

Essa fome que me estremece
Que me enche os olhos de pedras
E é tanta fome solta pela terra
Que no peito a dor me estremece.


A fome que por ser vizinha, cala
E a que por mim passa, não olha
Por já está solta e abandonada
Por estar presa à hora chegada.


Outra fome, também, cravada
É a que se tem na alma amarga
Dor que por nada se acha graça
Essa dor capaz de ver o mar
E não achar encanto nas águas.


A fome que há sobre tantas faces
Essa que morre e grita aos lotes
Uma que está perdida na África
E pelos Trópicos corre alucinada.


A fome que é do mundo, fabricada
Que em mísseis e bomba é lançada
Com tanta formalidade é fabricada
Que Hinos e Bandeiras são hasteados
Fardada e com continência calada
Que se espalha, salta de pára-quedas
E vira monumentos e pede aplausos.


Essa fome tanta, meu Deus, bélica
Que tem leis e ética, toga e decretos.
E outra, tísica, que vivendo secreta
Que mal fala, mal dorme, mal come
Espalhando terror sobre as cidades
E que enche Hospitais e que intimida
E tira nos dias o sossego das casas
E cresce e cresce em multiplicidades.


E como que vai enchendo as praças
Parece que vai tomando uma cidade
Com olhos frios e de longa espera
Essa, essa que nos certe e tem pressa
Que não sei como ambas se parecem


Uma, de sofisticada, desce e explode
E tanto explode quanto mais espalha
A outra, são os resquícios da miséria.

Guina
2010

Larissa Canziani disse...

QUE LINDOOOOOOOOO!
Quanto talento amigaaa!

Babei pelo quadrinho!!!
Qro um djá uiahioahuoaiu

Kiss!!!

Anônimo disse...

PERFEITO!!!!!!!!!
AMEI O QUADRO...
TENS UM TALENTO NATO!!!!
GRANDE BEIJO!!!
=)
WAN

Miriam Ramoniga disse...

GAbriele ficou lindo!!
adorei vê-lo em exposição no BRique!!

mais um talento revelado!!
bj

Briany disse...

Ai eu amei essa bailarina... Eu a vi de pertinho... Parabéns amiga... Ah esse site tá uma gostosura...

Bjoooooooooooooo daquela que te enlouquece mas não te esquece!!!!

Briany - Brusque - SC